SAC 1

SAC 1

 
 
 

Força "embaixo do capô do motor" sem precisar de força no acionamento do pedal da embreagem
Em princípio, existe uma relação linear entre os elevados torques do motor e a força necessária para acionar o pedal da embreagem. Apesar da força crescente "embaixo do capô do motor", ou seja, dos torques elevados dos veículos, não podemos exigir que o motorista também necessite de cada vez mais força para acionar o pedal da embreagem. Um conceito inovador da LuK oferece, para isso, uma solução.

Atualmente, o fator central no desenvolvimento da embreagem é a redução contínua da força necessária para os acionamentos. O fundamento para atingir esse requisito é o desenvolvimento e a introdução no mercado da embreagem auto-ajustável SAC (Self Adjusting Clutch) da LuK. Ao penetrar no mercado, esta SAC possibilitou que mais veículos com motorizações de alta potência tivessem pedal convencional de acionamento de embreagem, sem necessitar de um dispendioso servo-sistema de suporte. O sistema também permite para aplicações futuras um considerável potencial de desenvolvimento. Podemos dizer que a LuK deu um grande passo para atingir sua meta, que é "construir embreagens que não necessitem de grandes esforços ou energia para o seu acionamento”.

Descrição de funcionamento da SAC (Self Adjusting Clutch)
Em embreagens, a força de acionamento é proporcional à força de fechamento da placa de pressão (força de fechamento do pacote platô/disco), ou seja, proporcional ao momento de torque transmitido pela embreagem. Os altos torques do motor exigem que também seja necessária uma elevada força de acionamento. Nas embreagens convencionais dos carros de passeio temos normalmente um fator 4 entre a força máxima para o acionamento da embreagem e a força de fechamento da placa de pressão na região de atrito do disco, sendo que esta força de acionamento se eleva em aproximadamente 40% ao longo da vida útil.

Nas embreagens auto-ajustáveis SAC, através do princípio do equilíbrio das forças e de um mecanismo de compensação automático, observamos que a relação entre o momento de torque do motor e a força máxima de acionamento da embreagem se modifica, proporcionando a redução clara nas forças de acionamento.

Para o aproveitamento do princípio de equilíbrio de forças são utilizadas duas forças existentes na SAC. Por um lado, as forças das molas axiais, as quais estão dispostas entre os revestimentos do disco da embreagem e a placa de pressão do platô de embreagem. Por outro, a força da mola membrana, cuja curva característica é modificada de tal maneira que aumente a relação entre força máxima e força mínima.

Como as duas forças atuam de forma oposta durante o acionamento das lingüetas da embreagem, resta somente a força diferencial para ser executada externamente durante a atuação do pedal. Associada a uma curva característica muito regressiva da mola membrana (elevada relação entre força máx. e mín.) e a uma adequação da curva característica da mola axial do disco, pode-se atingir forças muito baixas para o acionamento do pedal na condição de trabalho com a embreagem nova (sem desgaste). Contudo, se o ponto de operação da embreagem se alterar, por exemplo, para a esquerda, em direção ao máximo da mola membrana, então a força de acionamento aumenta muito. O motivo é o desgaste do revestimento da embreagem devido ao trabalho do atrito na partida e trocas de marchas do veículo. Por este motivo necessita-se ser desenvolvido um mecanismo de compensação deste desgaste, para manter a força de acionamento estável. Por causa das condições extremas na caixa-seca da embreagem, o sistema com uma mola-sensora e um anel de ajuste em aço entre a mola membrana e a tampa do platô comprovou sua eficiência para este fim. O anel de ajuste forma, de um lado, o ponto de apoio para a mola membrana e, por outro, ele se apóia sobre rampas na tampa do platô. Na direção circunferencial, o anel de ajuste é apoiado sob 2-3 pequenas molas de helicoidais. A mola-sensora trabalha como sensor mecânico para o reconhecimento do desgate e é ajustada de tal maneira que a mola membrana se desloque em direção ao motor quando as forças se elevam. Desta maneira, o anel de ajuste fica livre da atuação da força axial e pode girar relativamente, preenchendo o espaço vago entre a mola membrana e a tampa do platô. Através deste procedimento, a mola membrana é ajustada ao desgaste do revestimento no disco e o ponto de operação da embreagem permanece constante. Dentre outras vantagens, a reserva de desgaste do disco de embreagem pode aumentar, elevando a vida útil em até 50%.